sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DICAS PARA CONVIVER COM MACACOS


Se em algum momento de sua vida você tiver que conviver com macacos, o primeiro passo é manter a calma. Lembre-se que embora a ciência tenha mantido estudos acerca de seu comportamento, as pesquisas ainda não são conclusivas. O que se sabe é que possuem algum nível de inteligência, podem associar algumas imagens a sons e objetos, reconhecem pessoas, tentam entabular uma conversação precária, mas não conseguem fazer muito mais que isso porque, certamente são animais irracionais, então não espere muito deles.
Normalmente têm muita necessidade de chamar a atenção dos outros, para isso fazem macaquices, se não quiser que eles continuem com os atos, ignore, sem platéia eles tendem a parar.
Sozinhos e sem nenhum objeto como pedaços de pau, por exemplo, costumam não oferecer riscos a ninguém. Mas, as vezes, andam em duplas, nesse caso podem passar a ter atitudes de provocação, como sempre o melhor é ignorar.
Perigo mesmo representam quando estão em bando, ai a situação pode ficar tensa, eles podem atacar, agredir, machucar e ferir os outros com gravidade. Evite sempre este encontro, se você cair numa cilada como esta procure se afastar imediatamente porque como eu já disse eles não raciocinam, mas podem ter muita força e causar muitos danos.

DESCULPAS

Quando o dito fica mal dito e já não pode ser desdito e com isso magoamos a quem amamos, além de pedir desculpas, só nos resta lamentar que na curta distância que separa o cérebro da língua não haja um mecanismo mais eficaz de frenagem e assim tomar consciência da nossa medíocre e mesquinha condição humana.

SOBRE O VERBO DEFORMAR

Ainda sobre os lamentáveis acontecimentos na USP que foram a causa do início dessa trajetória. Nesse texto há uma rima pobre mas que saiu sem nenhuma intenção, foi sem querer mesmo, mas resolvi não alterar. 
 
 
 Há quem reforme a casa, há quem deforme.
Há lugares em que a imprensa informa, há lugares em que ela deforma o que você pensa.
Cuidado, portanto, VEJA bem o que anda lendo, ISTO É, procure pensar com lógica sobre a ÉPOCA em que vivemos, um JORNAL mesmo sendo NACIONAL, pode fazer mal a sua saúde mental e lhe deformar de tal forma a torná-lo irreconhecível a si mesmo, e então, você precisará passar o resto da vida tentando achar uma religião que perdoe seu preconceito, sua tacanhez, seu ódio e suas ações...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MUDANDO VALORES

Conheci Montevideu (Uruguai) em meados deste ano.
Meu marido adora plantas, de todos os tipos (aliás, gosta mais de plantas do que de gente... e ele tem bons motivos). Estavámos na varanda do apartamento onde nos hospedamos no elegante bairro de Pocitos, e ele olhou para a varanda do vizinho e ali ele a viu, ainda tímida, um neném plantinha, num pequeno vasinho: um pequeno pezinho de maconha...
Ele duvidou. Confirmamos com nossos filhos. Era mesmo um pezinho da plantinha tão polêmica. Rimos e ai morreu o assunto, até que minha filha descobriu que uma lei bem recente no país, havia permitido que cada habitante poderia cultivar até 8 pés de maconha para seu deleite e usar como quiser, como decoração ou consumo.
Sabe, achei Montevideu uma cidade tranquila, é claro que deve existir criminalidade, mas eu não vi nada, não senti medo algum, pode-se andar tranquilo pelas ruas, inclusive de noite. O povo me pareceu feliz. E o mais incrível não vi policiais, nem sei a cor de seu uniforme. Tudo convive harmonicamente: animais, jovens, velhos, crianças, pezinhos de maconha e não havia polícia ostensiva para "manter a ordem", ela se mantinha por si mesma.
Diante dos atuais acontecimentos, é preciso refletir e mudar valores, ou não?

INDIGNAÇÃO

Nota: este texto nasceu da minha indignação frente aos acontecimentos que tiveram por palco o campus da USP - Butantã, e foi originalmente publicado no Facebook por Egle Guiral, quinta, 10 de Novembro de 2011 às 18:09.
 
 
Por ter visto tanta parcialidade e manipulação da opinião pública resolvi escrever demonstrando minha indignação e apreensão frente ao posicionamento da absoluta maioria da imprensa no que se refere a série de fatos ocorridos nesta semana no campus da USP do Butantã.
O que se viu no dia em que a TROPA DE CHOQUE invadiu a reitoria da Universidade ocupada por 72 estudantes desarmados de armas letais, armados apenas de ideias e ideais que toda uma geração pensante do pós ditadura tentou fazer brotar nestas jovens mentes, foi algo no mínimo surpreendente, chocante e amedrontador.
Analisando friamente – foram destacados 450 homens (pareciam muito mais), armados com armas pesadas, guarnecidos de inúmeras viaturas, escudos, bombas, cacetetes e pasmem, helicópteros, que sobrevoavam o campus com holofotes, buscando ninguém sabe o que... A missão destes homens era retirar 72 jovens de um prédio, repito jovens desarmados, que foram tratados como criminosos perigosos, e que, contudo, não posso ver como eles estariam colocando em risco a vida de quem quer que fosse e porque mereciam ser tratados desta maneira truculenta, violenta e absurda!!!!
A imprensa foi vergonhosamente tendenciosa no trato desta questão, não dando voz aos alunos e professores envolvidos e alegando que tudo que os alunos queriam era um território livre para fazer uso de maconha, taxando os alunos da FFLCH (célula pensante da USP) de maconheiros e filhinhos de papai.
Ora esta afirmação falando claramente, não tem pé nem cabeça, ninguém pediu isso, isso foi o que a imprensa implantou e disseminou como verdade, e absurdo dos absurdos, ninguém contestou, ninguém quis saber da fala do outro lado, repetiu tudo direitinho como ouviu tal qual um bando de papagaios propagando esta ideia louca...
Parabéns, o PSDB com sua política educacional longeva no Estado de São Paulo, conseguiu, alcançou seu intento, a massa populacional não sabe mais pensar; opinar criticamente então? Nem sabem o que significa, fica bem fácil manipular um povo assim...
E o papel da imprensa como fica? Ela se posicionou de um lado, defendeu-o ferrenhamente não escutou o outro lado.
Por que não divulgou que no dia da invasão, havia um destacamento de policiais atuando no CRUSP (alojamento dentro do campus destinado a moradia de estudantes pobres que não podem arcar com um aluguel para estudar fora de sua cidade), onde estudantes dormiam (não tinham invadido nada...), inclusive jovens mães estudantes que moram com filhos crianças, e estes policiais sem nenhuma lógica, lançaram bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio dentro deste prédio? Qual era o intuito senão amedrontar e aterrorizar? Por que a imprensa não divulga estas imagens gravadas pelos estudantes, que como disse são pobres, então a gravação é ruim porque os celulares onde gravaram os fatos são de marcas duvidosas e baratas?
Porque a imprensa não divulga que o que realmente os alunos não querem é a presença de uma PM despreparada, que não protege, que é truculenta e preconceituosa que humilha e provoca alunos pobres, negros e homossexuais?
É certo que os estudantes deveriam ter cumprido a ordem judicial que determinava a desocupação do prédio da reitoria, isso não questiono. Porém não houve uma enorme desproporcionalidade entre o ato e ação para promover a retirada? Como podem achar normal usar tantos policiais fortemente armados, com uso inclusive de helicópteros e cavalaria (nossa: cavalaria, estudantes... lembrei do Erasmo Dias, porque será? Que o diabo o guarde a sete chaves!)? Porque formar um corredor polonês na saída da faculdade? Porque conduzir estudantes desarmados como se fossem criminosos, derrubá-los com o rosto no chão?
Para mim isso é, no mínimo, desnecessário, ou como diria a âncora global: ¨que deselegante!¨.
Não seria normal que esta questão que era estudantil fosse tratada de forma pedagógica pelo exmo. sr. Reitor da USP? Ou será que lhe falta esta capacidade? Será por isso que os estudantes e grande parte do corpo docente quer sua saída? Porque será que ele não sai? Será que é por sua ligação com a cúpula do PSDB que estranhamente não escolheu a primeira indicação da lista tríplice enviada pela universidade? Quantas questões sem resposta. Porque a imprensa não cumpre o seu papel e não ajuda a esclarecer o que realmente ocorreu?
Porque não se indaga dos alunos o porque que eles não querem a PM no campus, porque professores apoiam seus alunos?
O fato de alunos serem surpreendidos fumando maconha e sua abordagem de forma truculenta foi o estopim de uma série de infinitas provocações sofridas pelos alunos, especialmente os ¨barbudos comunistas¨da FFLCH (estranhamente onde se concentram os alunos mais pobres e também porque em razão de seus cursos são os que mais desenvolvem o pensamento livre e crítico, e não os filhinhos de papai como a imprensa noticia). Se a abordagem aos rapazes tivesse sido normal e proporcional nada teria acontecido, mas não, os policiais fizeram do fato um acontecimento especial, que com a chamada de reforço policial e a presença de várias viaturas e policiais para conduzir 3 jovens que não ofereciam naquele momento nenhum risco a vida de quem que fosse, tudo culminando num confronto desnecessário entre estudantes e policiais e em um gasto de dinheiro público perfeitamente evitável.
Se a polícia não pode atender a todos, promovendo uma segurança efetiva, porque ao menos não prioriza suas ações? Porque não atua contra quem coloca em risco a integridade física de outrem? Criar uma confusão deste tamanho envolvendo um gasto de dinheiro absurdo, que poderia ter sido empregado para reforma de prédios da própria USP, inclusive o da FFLCH, não é atitude que se espere de uma polícia que está lidando com jovens estudantes. Demonstra claramente seu despreparo.
A imagem que fica na minha cabeça é a que foi mostrada exaustivamente pelos telejornais no dia do confronto entre estudantes e PMs, o que eu vi foi um jovem rapaz correndo atrás de uma viatura de polícia apontando-lhe brava e romanticamente um livro, isso mesmo, um livro, sugestivamente e simbolicamente VERMELHO.
Espero que se faça a real justiça e que se dê voz àqueles que neste momento estão mudos não porque não tenham o que dizer, mas por falta de quem os deixe falar.

CONTINUANDO

Escrevo ainda como a me justificar da audácia. Sim, audaciosa, é assim que me sinto. E como também sinto-me insegura nestas águas,  muitas postagens terão justificativas ou minha explicação do que me levou a publicar o texto; mas como disse, procurarei me libertar de regras, então, nem sempre estas justificativas estarão presentes. Digo que apenas procuro me libertar de regras porque não me sinto totalmente livre. Sou uma pessoa que se cobra o tempo inteiro, e quem se cobra não é livre, está preso a si mesmo por grilhões de censura que são difíceis de romper. Mas aqui, tudo será um conjunto de tentativas. Não sei se terei leitores, e isso já me tranquiliza...
Não pretendo fazer um diário, mas sim, traçar lentamente a minha visão da vida. Não digo que seja a correta, é apenas minha e que de agora em diante estará partilhada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A ORIGEM

Fiz este blog por sugestão do Gu meu sobrinho e afilhado. Sempre, a vida toda de que me recordo, fui uma leitora rotineira. Na infância lia estorinhas infantis, revistas, gibis e tudo que pudesse ser lido e estivesse ao meu alcance, não era seletiva. E assim, segui lendo pela vida, na adolescência fui menos seletiva ainda, lia até bulas de remédios. Conforme fui ficando mais velha fui ficando menos ávida, preferindo a qualidade à quantidade, e hoje já bem madura, seleciono mais o que leio, mas a leitura continua uma rotina diária e indispensável a minha sanidade.
Como consequência da leitura passei também, não sei em que época precisamente, a gostar de escrever. Sempre escrevi com prazer, mas exceto textos técnicos nunca escrevi o que me vinha a mente ou alma e deixei registrado. 
Então, aqui será o campo em que tentarei publicar o que escrevo a partir de agora. Falo tentar porque é tudo meio embrionário ainda, não sei bem como fazer, serão tentativas, muitos erros, alguns acertos. Navego ainda em águas turbulentas, turbulência esta causada pela abertura das comportas desta represa que carrego em mim há 50 anos.
Será uma tarefa difícil, esta exposição me amedronta e não sei onde me levará. No entanto, quero me sentir livre de regras, amarras ou convenções. Se cometer erros ortográficos, sintáticos ou parecer perdida em estilos diversos, que me perdoem os leitores, se existirem... mas, quero escrever livremente.